VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES



por Patrícia Antoniazi
Todos os volumes respiratórios podem variar consideravelmente de amplitude de acordo com a idade, sexo, estatura e treinamento físico de cada um, inclusive diante de alguma patologia existente.Alguns exemplos:
  • Uma boa flexibilidade da caixa torácica permite aumentar a amplitude da inspiração e , portanto do Volume de Reserva Inspiratório (VRI);
  • Um aumento da força dos músculos expiratórios permite aumentar a amplitude do Volume de Reserva Expiratório (VRE);
  • Uma patologia de elasticidade pulmonar (enfisema) pode diminuir a amplitude do Volume de Reseva Expiratório e aumentar o Volume Respiratório (VR);
  • Para falar e cantar: uma grande tomada de ar, com uma inspiração em grande Volume de Reseva Inspiratório e, a seguir, expiramos, percorrendo sucessivamente: um retorno de VRI, um retorno de VC e uma expiração de VRE.


Vamos compreender o que significa cada um desses Volumes Respiratórios:

VOLUMES E CAPACIDADES PULMONARES: 

Volume Corrente (VC): em cada movimento respiratório normal, movimenta-se um volume de ar que se conhece com o nome de volume corrente (VC), ou seja, é o volume de ar inspirado ou expirado em cada respiração normal, perfazendo cerca de 500mL no homem adulto jovem normal. Respiração de pequena amplitude, respiração de repouso ou durante uma leitura. Durante um relaxamento profundo ou durante o sono ele é mínimo. Durante uma marcha em rítmo relaxado a quantidade mobilizada é maior.


Volume de Reserva Inspiratório (VRI): é o volume extra de ar que pode ser inspirado, além do volume corrente normal, em geral é de 3.000 mL.


Volume de Reserva Expiratório ( VRE): é a quantidade de ar que ainda pode ser expirada, pela expiração forçada, após o término da expiração corrente normal, normalmente cerca de 1.100 mL. Durante a tosse e o assoar de nariz estamos diante deste volume.


Volume Residual (VR):  é o volume de ar que ainda permanece no pulmão após um expiração forçada, é em média de 1.200 mL.


Capacidade Residual Funcional (CRF): ao final de uma expiração normal (posição expiratória de repouso), ficam nos pulmões cerca de 2.300 mL de ar,
este volume é denominado capacidade residual funcional.

Capacidade Inspiratória (CI):  é o volume máximo que pode ser inspirado a partir da posição expiratória de repouso, distendendo os pulmões ao máximo. Compreende, portanto a soma do volume corrente e do volume de reserva
inspiratório, ou seja cerca de 3.500 ml.

Capacidade Vital: é o volume que é possível expulsar durante uma expiração forçada consecutiva a inspiração máxima é denominado capacidade vital, que corresponde a 4.500 ml, o que significa o maior volume de ar que pode ser
movimentado num único movimento respiratório e compreende a soma de volume corrente, volume de reserva inspiratório e o expiratório.

Capacidade Pulmonar Total (CPT): é o volume máximo a que os pulmões podem ser expandidos com o maior esforço respiratório possível (cerca de 5.800 ml), é igual a capacidade vital mais o volume residual.

Todos os volumes e capacidades pulmonares são cerca de 20 a 25% menores na mulher do que no homem, e evidentemente apresentam valores maiores em pessoas grandes e atléticas do que nas pessoas astênicas e pequenas.
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1.CAPACIDADE VITAL = VC + VRI + VRE  ↔ (4.500 mL)
2.CAPACIDADE INSPIRATÓRIA= VC + VRI ↔ (3.500 mL)
3.CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL= VRE + VR ↔ (2.500 mL)
4.CAPACIDADE PULMONAR TOTAL= CV + VR ↔ (5.800 mL)

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